sábado, 4 de fevereiro de 2017

Nunca soube de nada

Nunca soube de nada.
Com a mão na cabeça e a outra empunhando a própria cruz passo meus dias dentro de mim mesmo e se pudesse me perguntaria sobre o que fazer no futuro. Deixar de ser escravo da própria mente? Andar cambaleando nos escombros de uma mente confusa é como encontrar seu rumo embriagado ao último. Me sinto como um cachorro perdido nas ruas, que só anda sem rumo e onde parece ter um caminho.
Tenho dificuldade em me aprofundar nas cores da vida, nada me parece colorido suficiente, mas na verdade acho que os problemas não são as cores, são meus olhos.
O que há de errado em mim? Não gostaria de ser da maneira que sou, de me questionar, de não saber de nada, de não estar satisfeito comigo mesmo, de nunca encontrar uma saída porque tudo parece confuso e estreito.
Onde esta essa liberdade que busco? Não me lembro quando comecei a buscar, mas parece que a aversão esta grudada em mim, parece que estou infinitamente programado a buscar por mais doloroso que isso seja. Eu não falo sobre a liberdade de ser eu mesmo, é a liberdade de alcançar uma felicidade plena, a liberdade de estar livre da culpa, livre da dúvida, porque não posso ter certeza de nada?
As vezes me sinto só sem estar e infeliz sem desejar. Há dias que parecem não passar, dias que se repetem, mas quem nunca se sentiu assim?
Eu sei que por mais que eu me esforce, vai ser sempre assim, mas eu não posso parar!
Ainda me questiono o que há nessa vida para mim. Não é possível que não tenha algo me esperando, porra, viver aleatoriamente não é possível para mim!
No fim, tirarei essa mente confusa do rosto e sorrirei quantas vezes forem necessárias até o momento que uma sombra tomar conta dos meus olhos, afinal para as pessoas a minha volta eu acabo não sendo o que penso, sou o que faço.



Nenhum comentário:

Postar um comentário